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Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século (Mt 28:19-20). Este registro de Mateus é uma evidência escriturística de que a igreja do primeiro século trabalhava no estrito cumprimento da grande comissão. Por meio desse exemplo, pode-se perceber a ligação entre o crescimento da igreja e o desejo de Deus em chamar pessoas que O amem e O sirvam.
Deus deseja trazer todas as coisas e todas as pessoas juntas em Cristo. Seu propósito é fazer convergir em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra (Ef 1:10). Assim, desde o princípio, o Senhor enfatiza que o crescimento da igreja é um propósito divino.
O chamado à nação de Israel
O propósito de Deus era que o ser humano fosse Sua companhia, mas, quando o pecou e atrapalhou essa comunhão, Deus tomou providências para formar um povo que pudesse ter valioso relacionamento com Ele.
Deus expressou o Seu propósito no chamado à nação de Israel para ser Seu povo: Eu, o Senhor, te chamei em retidão; eu te tomarei pela mão. Eu te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios (Is 42:6).
Os atos de redenção e de libertação de Israel foram propostas de um relacionamento renovado com o homem, uma extensão de sua promessa a Abraão de fazer dele uma grande nação. Portanto, dize aos filhos de Israel: Eu Sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, livrar-vos-ei da sua servidão e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos. Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus. Então sabereis que Eu Sou o Senhor vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios (Êx 6:6-7). O propósito não estava limitado a Israel. Mas, através deles, Deus iria chamar outras nações, atraindo-os para Si mesmo. Em Isaías 56:7, o profeta diz: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. Em certo sentido, eles fracassaram, mas não o plano de Deus. Nem o contínuo bairrismo do povo judeu nem sua rejeição final do Messias puderam obstruir o propósito divino.
O chamado a outras nações
Pela sua transgressão veio a salvação aos gentios (Rm 11:11b). Os gentios
crentes foram feitos co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho (Ef 3:6). E isto segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor (Ef 3:11). Noutra passagem-chave, Paulo diz a Tito que Jesus Cristo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade, e purificar para Si um povo todo Seu, zeloso de boas obras (Tt 2:14).
A ação de Deus, em redimir o homem, ilustra o exemplo de iniciativa. Deus veio para o homem! Mas a todos os que O receberam, àqueles que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, filhos nascidos não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus (Jo 1:12-13).
Deus deseja reconciliar o mundo caído, o mundo do homem, consigo mesmo. E tudo isto provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação (2Co 5:18-19). MacGavran escreveu: O próprio Deus deseja que multidões sejam reconciliadas consigo na igreja de Cristo. Além do mais, Deus ordena uma ardente busca aos perdidos a fim de encontrá-los. (Compreendendo o crescimento da igreja, 60).
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