FILOSOFIA DA ESCOLA DE MÚSICA E ADORAÇÃO
        O valor cultural da música e seu papel em definir a identidade dos povos é bem conhecido. Quer cantada ou tocada, a música apela tanto ao intelecto como às emoções, estimulando a criatividade e afetando também o corpo de forma positiva. Ademais, favorece nossa sensibilidade física, social e espiritual. Nossa proposta, como Escola de Música e Adoração, é ter bem presente o valor psico-social da música sem descuidar do seu papel no desenvolvimento espiritual, em harmonia com uma sólida teologia bíblica.

        Propomo-nos a ensinar a nossos alunos não só a tocar seus instrumentos e cantar, mas como esses atos podem modificar sua vida, e sua comunhão com Deus.    Aqui, nossos alunos não aprenderão somente teoria musical e a prática do canto e/ou instrumental, mas também  como utilizar esses instrumentos para dedicar a Deus um culto de louvor e gratidão.

        Queremos aqui ensinar como o aluno pode dedicar seus talentos nos serviços adoração a Deus, seja ela pública, num culto, em um templo, ou na adoração particular de cada um. Entendemos que é preciso ter um encontro pessoal com Deus, para então, reconhecer Sua santidade, desenvolvendo assim uma adequada sensibilidade musical não só para a prática musical, mas para a adoração através da música.   

        Perguntamos, então: O que realmente significa adorar? A adoração se resume em desempenhar um ato dedicado a Deus? Sem dúvida, a verdadeira adoração inclui atos. Desde o começo, Deus instituiu serviços específicos através dos quais o povo iria a Ele em adoração.

        A música tem o papel de chamar à adoração. Muitas pessoas vêm à igreja carregando um imenso fardo de problemas acumulados durante a semana, e precisam ser esvaziadas, a fim de que a mensagem apresentada alcance seu efeito restaurador e ocupe a mente dos adoradores. Hodges confirma esta posição quando diz: “A música conduz as pessoas a uma resposta emocional no serviço de adoração. Tem sido dito que abre o coração para a Palavra preenchê-lo. Quando a música escolhida para o serviço de adoração toca o coração das pessoas, é mais fácil comunicar a Palavra de Deus” (A Call to Worship, 107).

                 Como Santos enfatiza em sua mensagem pastoral, em nenhum lugar da Bíblia se diz que no Céu haverá pregação ou profecia, mas música existirá (Ap 14:2-3). Cantar, tocar e louvar a Deus serão atividades importantíssimas dos anjos e da igreja glorificada. A linguagem do coração será universal e facilmente compreendida. Hoje, só é possível experimentar ou imaginá-la parcialmente através da música nos cultos, mas virá o tempo em que o crente não somente imaginará, mas também cantará e louvará ao Senhor Deus para sempre. (SANTOS, 2009, Disponível em www.iasd.org).

              Assim, propomos o desenvolvimento harmônico da capacidade musical para a adoração. Deus se compraz sempre com o melhor e, em consonância com isso, queremos dar a nossos alunos a melhor formação musical possível. Mas queremos também expandir o sentido do fazer música para a dimensão vertical, incluindo Deus nesse fazer artístico. Cônscios de sua presença, interrogamos: esta música pode ser interpretada ou ouvida na presença de Deus? Expressa os princípios do seu caráter (fé, verdade, reverência, obediência, respeito, amor, pureza, honestidade, sinceridade, alegria)? Faz separação entre o santo e o comum ou profano?  É apropriada para a ocasião em que vai ser usada? Contribui para a harmonia entre corpo, mente e espírito? Dessa forma, longe de limitar o ensino musical, amplia-se sua dimensão.