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Há um preço muito grande que deve ser pago pelo pastor e membros que estão comprometidos com o crescimento. É um custo que exibe a si mesmo em termos de prioridades, tempo, dinheiro e disposição para dar um confortável status quo à nossa igreja; e assim permitir que outros entrem e compartilhem do ministério.
Lyle Schaller comenta que igrejas que têm baixa estima geralmente superestimam o custo do crescimento e ao mesmo tempo subestimam suas potencialidades para crescer. O pastor necessita descobrir ambos, o mais realístico potencial para crescer e o custo real para o crescimento. A seguir, serão apresentados sete tipos de custos, baseados nos dados fornecidos por Duncan McIntosh e Richard Rusbuldt no livro Planning Growth in Your Church. O custo do comprometimento Para lidar efetivamente com as preocupações relativas ao crescimento, em número ou qualidade, a congregação pode necessitar investir de um a dois anos de intenso esforço para conseguir crescer. Resultados significativos de crescimento de igreja não acontecem do dia para a noite. Os líderes necessitam estar atentos a outras responsabilidades no esforço de crescimento. O crescimento da igreja deve ser, por muitos anos, a prioridade dos pastores e membros leigos. Isso deve se tornar um estilo de vida básico de uma congregação. Se é para ser um movimento significativo que caminha para o futuro, algumas atitudes devem ser mudadas. Em alguns casos, a atitude do pastor necessitará ser mudada. Em outros, os líderes leigos vão necessitar examinar a si mesmos e fazer ajustes. Na maioria dos casos, pastores e membros necessitarão de mudanças de atitudes, pois muitas delas estarão envolvidas, tais como: passado versus atitudes sobre o futuro, quem é responsável pelo que, novas pessoas, novos programas, novas idéias, comunidade, entusiasmo, participação e oração. O custo de tornar-se biblicamente instruído A Bíblia tem muito o que dizer sobre o crescimento do reino de Deus. Isso também se refere ao crescimento da igreja local. É através da Bíblia que a igreja descobre o seu propósito, sua missão e seu potencial para o crescimento. A Bíblia necessita ser viva para o pastor e membros. Muitos pastores necessitam redescobrir o frescor do ministério que incentiva a busca de novas possibilidades e novas perspectivas para o enriquecimento da pregação. Os membros precisam estar dispostos a estudar a Palavra de Deus em uma variedade de lugar e tempo, e não apenas ouvi-la proclamada no sábado pela manhã. Uma das maneiras de se estudar a Bíblia é por meio dos pequenos grupos, onde as pessoas serão incentivadas a fazer aplicações da Bíblia na vida diária. O custo da aceitação de mudanças A frase “Nós nunca fizemos isto antes” pode ser custosa. Por muitos anos, os membros da igreja têm estado quase sempre cheios de fé e comprometimento, mas agora podem ser entrave tanto para o frescor das novas idéias quanto para a liderança do Espírito Santo. Na providência de Deus, os que levam a responsabilidade de Sua obra têm se esforçado por dar nova vida aos velhos métodos de trabalho, e também delinear novos planos e novos métodos de despertar o interesse dos membros da igreja num esforço unido para alcançar o mundo. Na obra de resgatar as almas perdidas que perecem, não é o homem quem executa a tarefa de salvá las; é Deus quem com ele trabalha. Tanto Deus quanto o homem atuam. “Sois cooperadores de Deus”. Temos que trabalhar de diferentes maneiras, e permitir que Deus atue em nós para revelar a verdade e revelá Lo como Salvador que perdoa o pecado. O custo da evangelização Muitas igrejas não têm nada mais do que uma vaga e geral idéia sobre o compromisso de evangelizar. Qualquer congregação que deseja envolver-se em uma compreensiva abordagem para o crescimento da igreja deve considerar o significado e as implicações do evangelismo. O pastor, juntamente com a congregação, deve fazer um compromisso significativo com a responsabilidade de evangelizar. Afinal, o que é evangelismo? Evangelismo é o testemunho alegre do povo de Deus, por causa do Seu amor redentor que constrange todos ao arrependimento e conduz à reconciliação com Deus e com os outros. Por intermédio da fé em Jesus Cristo, os crentes são incorporados como discípulos, dentro da igreja, sociedade em construção, para ter relacionamento, adoração, maturidade espiritual e engajamento na missão de evangelização. O custo do risco É um risco desistir do passado quando não se conhece o futuro. Na realidade, nenhuma igreja precisa necessariamente desistir do seu passado, mas deve ao mesmo tempo abrir-se para discernir as novas oportunidades que freqüentemente demandam novas maneiras. Aqueles que se agarram às velhas maneiras freqüentemente perdem novas oportunidades. O crescimento da igreja exige inovação. Mas é muito difícil para a congregação desprender-se do seu passado e ao mesmo tempo celebrar a missão, confiando em novos métodos ou possibilidades. Há sempre um risco quando se tenta implantar um novo programa, ministério, ou projeto na igreja. Algumas vezes o preço da tentativa é o fracasso; porém, fracassos freqüentemente fornecem perspectivas valiosas para o futuro.
O custo da assimilação de novos membros Existem fatores dentro de cada igreja que tendem a desencorajar ou mesmo excluir novas pessoas. Alguns são facilmente identificáveis. Outros não são intencionais, mas são difíceis de serem descobertos. Algumas vezes, sem perceber, faz-se assim: uma congregação pode excluir pessoas por causa do seu prédio, agenda ou maneiras de organizar os grupos e programas. Adicionar novas pessoas a um grupo significa mudar o relacionamento dentro do grupo. Isso pode significar dar um lugar de liderança aos novos convertidos. Pode exigir também que os membros antigos tenham que mudar o foco das atenções, que estava sobre eles, para os recém-chegados, com a intenção de fazê-los sentirem-se bem-vindos e amados. O crescimento somente vai acontecer quando a congregação estiver apta a assimilar os novos conversos dentro do seu círculo íntimo de amizade e ministério. O custo do perdão Uma ferida deixada sem atendimento leva um longo tempo para cicatrizar e, dependendo da circunstância, pode nunca passar pelo processo da cura. Algumas das maiores barreiras para o crescimento da igreja são as feridas e cicatrizes do passado ou do presente: desacordo, tensão e conflitos. Em algumas igrejas, o assunto é tratado da seguinte maneira: O tempo cura todas as feridas. Isso não é necessariamente verdade. Quando a tensão e o conflito permanecem por longo tempo, há necessidade de entendimento e perdão. Aplicar o ensinamento bíblico pode acalmar a dor e o mal-entendido. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo (Ef 4:32). Outra declaração de Paulo aos Colossenses diz: Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai-vos uns aos outros (Cl 3:13). Ellen White, seguindo a mesma linha do apóstolo Paulo, adverte que só poderemos receber o perdão de Deus se também nós perdoarmos aos outros. É o amor de Deus que nos atrai para Ele, e esse amor não nos pode tocar o coração sem criar amor por nossos irmãos... Aquele que não perdoa obstrui o próprio conduto pelo qual, unicamente, pode receber misericórdia de Deus. Em outras palavras, o perdão segue uma via de duas mãos; somente pode experimentá-lo aquele que estiver disposto a concedê-lo também. Assim, nada pode justificar o espírito irreconciliável. Aqueles que não são misericordiosos para com os outros, mostram não ser participantes da graça perdoadora de Deus. No perdão de Deus, o coração do perdido é atraído ao grande coração do infinito amor. A torrente da compaixão divina derrama se no espírito do pecador e, dele, no de outros. A saúde e o subseqüente crescimento do povo de Deus devem ser vistos como suficientemente importantes para seguir os ensinamentos bíblicos relativos ao perdão. Para algumas igrejas, isso pode representar a descoberta do segredo de viver juntos em harmonia. É quase impossível à congregação experimentar crescimento quando está envolvida em contendas ou brigas. Geralmente, os membros, novos e atuais, não gostam da tensão que acompanha as brigas; e certamente não se sentirão persuadidos a permanecer em tal congregação. As igrejas que desejam crescer terão que anexar uma etiqueta com um grande preço: o valor do perdão. |