Pr. José Santos

A pregação da palavra e o testemunho pessoal


As Escrituras são claras em mostrar a responsabilidade de cada crente que almeja a vinda de Jesus.  O evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações.  Então virá o fim (Mt 24:14).  De acordo com isto, uma das características do bom discípulo é a pregação da palavra.
Esta comunicação de maneira verbal pode ser a pregação do evangelho por meio da proclamação da história de Cristo, Sua crucifixão, ressurreição, ascensão e segunda vinda.  O cristão deve anunciar que Deus não deixou a raça humana lutando sozinha e sem esperança.  Ele fez algo: agiu por intermédio do Seu filho, Jesus Cristo.  Deus mesmo Se entregou numa cruz e morreu pelos pecados dos homens.  Ele tem agido e não simplesmente falado.  Através da ressurreição, deu ao homem a Sua própria vida e assim capacitou-o à vida eterna.  Contar aos homens essa história é pregar as boas-novas da Palavra.
A Bíblia fornece evidências de que a pregação é um poderoso e efetivo meio de comunicar as boas-novas de Jesus.  Como resultado da pregação de Pedro, ocasião em que o evangelho foi comunicado, a igreja cresceu (At 2:14-47; 3:11-16).  O apóstolo Paulo viu a pregação como um método que Deus tem escolhido para comunicar a história de Jesus (1Co 1:18; Ef 3:8-11).  Sobre isso, Ellen White diz: A pregação do evangelho é um instrumento escolhido por Deus para a salvação das almas. (Conselho sobre educação, 97.)
A comunicação também pode acontecer através do testemunho pessoal do trabalho de Jesus na vida do cristão.  O testemunho pessoal envolve compartilhar o evangelho de pessoa a pessoa, na base de um para um.  Este é o principal ingrediente do testemunho pessoal.  Cada crente é, de acordo com a Escritura, um comunicador do evangelho por intermédio do seu testemunho.  Este método é uma forma de saturação da comunicação, na qual ele é levado a qualquer lugar aonde o cristão for ou estiver.
O amor é revelado quando há interesse dos crentes, em nome de Jesus, por indivíduos.  Amar é demonstrar cuidado e preocupação com as necessidades da comunidade de crentes e não-crentes.  O evangelho, visível na vida dos crentes, faz-se acreditado quando ele é evidenciado como real.  Em conexão com isto está o ato de ser.  O Cristão mostra o seu amor simplesmente pelo fato de ser um servo no mundo.
Jesus foi um servo em Sua maneira de estar presente entre os homens.  Ele ensinou por palavras e atos o que gostaria que os crentes fossem (Jo 21:14-17; Mc 10:35-45; Pd 5:1-5).  Ele reivindicou Sua identidade como Salvador, ao revelar o amor de Deus em ação: O espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres.  Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor (Lc 4:18-19).
É pelo comunicar, falar e ser que pessoas são envolvidas no trabalho de crescimento da igreja.  A pregação e o testemunho pessoal não são os métodos exclusivos de comunicação do evangelho, mas são os métodos primários vistos nas Escrituras.  Obviamente que outros mais contemporâneos e criativos são possíveis, mas a pregação e o testemunho são primordiais e básicos.
Deus deseja o crescimento do Seu povo.  Este posicionamento leva a procurar na Bíblia a orientação que Deus espera que Sua igreja siga.  As possibilidades e as alternativas são muitas.  O Senhor não fixa limites nos recursos disponíveis aos crentes, desde que estejam dispostos a cumprir Sua ordem e vontade.
O pensamento sobre o crescimento da igreja deve gradativamente se aprofundar na mente e no coração dos líderes e membros da igreja.  Mesmo os novos
convertidos devem sentir essa atmosfera.  Assim, à medida que o processo avançar, eles
começarão a sentir-se parte do projeto, e isso será contagioso.  Naturalmente, esse ambiente facilitará o desenvolvimento espiritual que poderá resultar em reprodução por si mesmos.