Os Adventistas - Aventurando-se em outras terras
Durante o período de Sardes, um grupo de cristãos resolveu abandonar a Europa e iniciar uma nova vida em território ainda pouco explorado. Os pais peregrinos entendiam que a Igreja Anglicana, na Inglaterra, estava seguindo o mesmo caminho que a Igreja Romana em sua história. Para fugir da perseguição religiosa, os peregrinos resolveram enfrentar os perigos de uma longa jornada através do mar.

 ImageA viagem rumo a liberdade

Por intermédio da amizade da família Brewster com Edwin Sanys, tesoureiro da companhia de Londres (London Company), eles asseguraram duas patentes autorizando-os a fixar-se nas terras da região nordeste da jurisdição da companhia. Impossibilitados de financiar os custos da emigração, eles negociaram um acordo financeiro com Thomas Weston, um proeminente negociante de ferro. Pouca mais da metade dos membros do grupo deixou a cidade de Leiden em um pequeno navio, o Speedwell. Eles chegaram a Southamptom, Inglaterra, onde se uniram a outro grupo de separatistas, em um segundo navio, o Mayflower.

Após alguns atrasos e disputas, iniciaram a viagem em 16 de setembro de 1620, com aproximadamente 102 passageiros, sendo metade deles de Leiden. Após 65 dias de viagem, em 9de novembro, os peregrinos avistaram Cape Cod. Impossibilitados de atracar naquelas terras, só conseguiram ancorar em 11 de novembro ao lado de Provincetown.

Como eles não tinham direitos legais para estabelecer-se naquela região, redigiram o pacto de Mayflower, criando o seu próprio governo, até obterem permissão oficial da Inglaterra. Os Colonos logo descobriram o porto de Plymouth, a oeste da baía de Cap Cod, e fizeram ali seu desembarque histórico em 16 de dezembro.

O termo peregrino foi usado primeiramente por William Bradford para descrever os separatistas de Leiden que haviam deixado a Holanda. Somente em 1799 os passageiros do Mayflower foram descritos como pais peregrinos.

Os erros se repetem

Infelizmente, em solo americano, os peregrinos acabaram tendo o mesmo espírito de perseguição que sofreram na Europa. Através dos esforços de Roger Williams, ardente Defensor da liberdade de religião, este direito passou a fazer parte da própria Constituição dos Estados Unidos.

Este homem veio ao continente americano onze anos depois de ser estabelecida a primeira colônia, a fim de viver em um local onde pudesse ser livre para adorar a Deus. Com o tempo, percebeu que um grave erro era cometido: a assistência aos cultos da igreja oficial era exigida sob pena de multa ou prisão.
Roger Williams discordava dessa lei, o que fez com que fosse condenado a ser expulso das colônias, e finalmente, para evitar a prisão, obrigado a fugir para a floresta virgem, debaixo do frio e das tempestades do inverno.

Depois de meses de sofrimento, ele se estabeleceu na Baía de Narragansett, onde deu início ao seu pequeno Estado – Rhode Insland. Este território tornou-se o refúgio dos oprimidos, cresceu e prosperou até que seus princípios básicos – a liberdade civil e religiosa – se tornaram princípios fundamentais da República americana.

Espalhando-se pelos países da Europa a notícia de uma terra onde toda a pessoa vivia do fruto de seu próprio trabalho, obedecendo à sua consciência, milhares se concentraram nas praias da América do Norte. Multiplicaram-se rapidamente as colônias. Junto àqueles que desejavam uma nova vida e experiência com Deus, vieram também aqueles que buscavam unicamente vantagem financeiras, sociais e políticas.

Com o tempo as Igrejas protestantes dos Estados Unidos, assim como as da Europa, tão altamente favorecidas pelo recebimento das bênçãos da reforma, deixaram de seguir a Bíblia. A religião novamente se transformou em formalismo; erros e superstições que não existiriam caso fosse seguida a palavra de Deus forma mantidos.

O primeiro reavivamento

Diante desse quadro, um despertamento religioso ocorreu no século XVIII em conseqüência das pregações de George Whitefield. Pregando de norte a sul na costa leste americana, ele auxiliou muitos líderes religiosos na tarefa de avivar o cristianismo protestante.

Destaca-se neste contexto Jonathan Edwards, que em 1737 publicou um relado detalhado do grande avivamento que irrompera em sua Igreja, cujo título era Uma Fiel Narrativa das Surpreendentes Obras de Deus. Esse departamento teve efeito decisivo sobre a vida religiosa da América do Norte. Deu origem a novas denominações, a reformas educacionais e motivou o interesse e o apoio às missões.

O segundo reavivamento

Nos anos de 1800 a 1850, as igrejas americanas experimentaram outra chama de avivamento, conhecida como o Segundo Grande Despertamento. O movimento teve início com reuniões universitárias no leste, particularmente na Faculdade de Yale, sob a licença de Timóteo Dwight.

O evangelista pioneiro e fundador de Igrejas Pedro Cartwright ajudou a espalhar o fogo do avivamento pelos lugares distantes do país. Outro expoente do período foi Carlos Finney, evangelista de renome que influenciou vários outros líderes com seu estilo de pregação e de campanha evangelística.

Uma mensagem especial

Em 1821, o Dr. José Wolff, judeu alemão convertido ao cristianismo, começou a proclamar a segunda vinda de Cristo para a década de 1840. Ao mesmo tempo, outros lugares do mundo estavam sendo despertados para essa mensagem, através de estudiosos das profecias:

América do Sul: Manuel Lacunza (padre espanhol).
Alemanha: Benguel (pastor da Igreja luterana).
Suíça: Gaussen (pastor protestante, que pregava às crianças, a fim de que elas pregassem aos seus pais).
Escandinávia: Ali, os pregadores da próxima vinda do Senhor foram presos, e desta maneira silenciados. Deus apresentou a mensagem de um modo miraculoso, por meio de criancinhas. Como fossem menores, a lei do estado não poderia proibir, e foi-lhes permitido falar se serem molestadas.

Nos Estados Unidos, essa mensagem foi propagada por Guilherme Miller. A partir do movimento iniciado por ele, nasceu a Igreja Adventista do Sétimo dia.